domingo, 16 de maio de 2010

R.I.P. Ronnie James Dio (por Andrew M. Krenker)

Parte do fascinio do Rock n’ Roll vem do fato de sempre poder se conhecer uma nova (muitas vezes velha) coisa para se ouvir. Seja através de amigos, Internet, de uma matéria vista numa revista, etc. Ainda me lembro como conheci o som de um baixinho americano que logo passou a ser chamado por mim como “Mestre”. Na época, tendo em torno de 14 ou 15 anos, me interessava muito pelo Angra. Visitando o site da banda, percebi que todos os integrantes citavam um tal de “Dio” como uma de suas principais influências. Curioso, esperei o sabado chegar (internet discada no fim de semana era mais barata), abri o Kazaa e procurei por musicas do Dio, ainda sem saber direito se aquilo era uma banda ou uma pessoa.

Ouvi as primeiras musicas no mesmo quarto em que estou no momento, deitado no chão lendo um livro da escola. As primeiras músicas foram Holy Diver, Man on The Silver Mountain, Rainbow In The Dark, Rock n’ Roll Children, dentre outras. Foi amor a primeira vista. Menos de um mês eu estava comprando o Dvd Evil or Divine e então estava feito.... Ronnie James Dio tinha um novo fã. Deste momento em diante o Mestre do metal tinha um novo admirador de sua obra.

Não demorou para adquirir toda sua discografia (Elf, Rainbow, Sabbath e Dio) e tenho de me desculpar, pois admito ter baixado tudo em mp3. Se não comprei toda sua vasta discografia nanico, pelo menos adquiri dvds e consegui ver o senhor ao vivo pelo menos em 3 oportunidades.

A primeira vez que vi o Dio ao vivo foi em 2004 e permanece até o momento como a melhor. Um grande show com o nanico cantando de modo infernal e gates of babylon no set list, além da grande viagem de Stargazer e outras. Foi um momento memoravel da minha vida, ouvir todas aquelas musicas ao vivo e ver o Mestre em pessoa com todo seu carisma distribuindo “chifrinhos” e “Joinhas” pelo palco. Mesmo alguns dias após o show, ainda fui premiado com um grande acontecimento proveniente deste. Ao comentar o espetáculo no forúm do Whiplash, tornei disponivel meu msn para alguem que quisesse discutir o show. Não demorou e logo um capixaba muito louco, que havia assistido ao show no Rj me adicionou e ali nasceu uma amizade que cresceu regado a muito Rock n’ Roll e muito debate envolvendo futebol e São Paulo F. C. Este evento também ficou registrado em datas estelares posteriores como a primeira reunião de Andrew Michael Krenker com Nikos Crampetal.
O segundo show visto por mim, sendo este a passagem de Dio por São Paulo em 2007 não foi menos memoravel e contou com um set list mais voltado para musicas da banda Dio, como I Speed at night e sunset superman. Showzaço.

A terceira vez que vi o Mestre dos Magos (como tb apelidei o pequeno elfo que canta demais) foi um show lendário já com o Heaven And Hell. Um grande show e uma oportunidade rara para nós brasileiros de ver Dio e Iommi juntos. Showzaço e satisfação em dizer que vi tal lenda da música de perto.

Ainda sem saber do falecimento, mas sabendo do estado de saude do mestre, ouvia Dream On, imortalizada em sua voz, no carro enquanto observava um por do sol singular, onde o horizonte exibia um vermelho sangue. O céu sangrou e o sol prestou tributo ao mestre do metal hoje.

Dio, sinto muito por nao ter comprado todos os seus albuns como assim desejo (espero um dia poder ter todos em mãos). Não te enriqueci mais um pouco Mestre, mas este é um momento onde riquezas não mais importam. Mas agora, esta em minhas mãos, assim como nas mãos de todos os milhares de fãs espalhados pelo mundo, de realmente dar a Ronnald Pavadona, o Dio, aquilo que neste momento é o bem de maior valor que pode ser dado a um artista. Aquilo que o mestre já conquistou em vida e agora cabe a nós consolidar. IMORTALIDADE. O homen mortal pode ter falecido hoje, 16 de maio de 2010, mas a obra de Ronnie James Dio há de viver para sempre, assim como seu nome, já gravado no livro do Rock n’ Roll.

Aqui estou, triste como nunca pensei que ficaria pela morte de alguem que apenas vi a distancia 3 vezes, mas que sinto como se fosse um amigo. E quer saber... ele foi. Suas músicas estiveram presente em boa parte da minha vida, em momentos deveras marcantes. Seus 3 shows foram inesqueciveis, momentos épicos e maravilhosos. Seu carisma e respeito pelos fãs fazia com que nos sentissemos proximos a ele. Além do mais, devo ao nanico uma grande amizade e o surgimento dos savage crows.. derivando grandes debates sobre rock e futebol e muitas gargalhadas.

Nas palavras recem digitadas do meu amigo Nikos que conversa comigo sobre o acontecido no no momento (via msn)... só nos resta saber que fomos privilegiados por conhecer tamanho talento e te-lo visto ao vivo.

Vlw baixinho, o mundo do metal tem em vc o nosso Dio.



Andrew Michael Krenker


Dio, Rudy Sarzo e Craig no Credicard Hall, São Paulo em 2004 (uma aula de Rock n' Roll)
Vlw Mestre.


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